Digo-o assim desta forma fria e directa, porque era assim que ele lidava com as dificuldades da vida. Foi assim, sem rodeios que ele enfrentou a verdade naquela manhã de Maio: «Doutor, vamos chamar as "coisas" pelos nomes... É Cancro não é?»
Pois era...
Por enquanto fico por aqui... o pensamento anda confuso à procura de um sentido para o que não faz sentido.
As tuas mãos outrora grandes e fortes , repousaram hoje sobre as minhas sempre tão pequeninas e frágeis... mãos que sempre observei, dedos esguios ...de artista. As mãos que apertavam as minhas para atravessar a rua, as mãos que desajeitadamente me acarinharam, que eu admirava e temia. Hoje, as tuas mãos agora fracas e trémulas, apertaram as minhas como que a pedires para agora ser eu a te proteger...
Quando algures em posts passados disse que "o dia devia ter 48 horas", não poderia imaginar a capacidade que temos de nos transformar em Polvo e enfrentar as horas tentando faze-las render ao máximo.
Novidades.... as aulas preenchem agora grande parte do meu tempo. Os pincéis eos lápis de cor repousam a aguardar por dias mais longos e inspiradores. Ainda é dificil para a caloira conciliar os estudos com o lazer (será que é possivel?)
Consegui arranjar um novo lar para o Rolim. Passaram seis meses depois de o tirar do Canil Municipal, custou-me muito vê-lo partir, mas sei que está melhor agora, pelo menos tem companhia.
Os animais sempre fizeram parte da minha infância e uma casa sem um bixinho é uma casa vazia... assim, apresento-vos o Pingo...
O mais recente membro da familia é um Porquinho da India meigo e simpático.
No quintal "as criaturas verdes" florescem, mas ainda não é desta que ficam fotos a comprovar! Até breve... Bons Encontros!
O ano começou atribulado, sei que o tempo muitas vezes somos nós que fazemos e que "consegue mais quem quer do que quem pode" mas... a verdade é que tem sido muito complicado gerir as minhas 24h com todo o turbilhão de acontecimentos que vieram abanar o meu pacato dia a dia.
Assim, nesta réstia de fim de semana que me resta, venho agradecer à MC do blog
O Prémio Dardos! Transcrevendo... "Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”
Segundo as regras, o premiado tem de seguir os próximos passos:
- Deve exibir a imagem em seu blog;
- Deve apresentar o blog pelo qual recebeu a indicação;
- Escolher outros 15 blogs a quem entregar o Prémio Dardos,
- Avisar os escolhidos
Acabei por não nomear 15 blogs mas sim, somente aqueles que visito com alguma assiduidade e que de alguma maneira me fazem sorrir e ver beleza nas coisas simples do dia-a-dia.
Assim, as minhas escolhas são as seguintes:
(Peço desculpa mas não consegui colocar os links como devia!)
A vida prega-nos partidas, a vida faz-nos rir e faz-nos chorar, contudo temos de olhar o futuro com um sorriso e acreditar sempre que o "amanhã" nasce cheio de sol!
Para todos...
Desejo que 2009 seja um ano cheio de sorrisos e que a estrelinha da sorte vos acompanhe.
Sim , devia estar a estudar... mas há umas palavras que desde o fim de semana, vêm de mansinho soprar-me na memória.
Foi na "Universidade Aberta" que as ouvi pela primeira vez! Aqui ficam:
O Brincador
“Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for. Quando for grande, quero ser brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor. Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar como imagina um imaginador…
A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida.” Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser um brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levanta cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.”